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quinta-feira, 26 de março de 2015

Slow Sync Flash

Você viu umas fotos legais com rastros de luz e não sabe o que é ou como fazer? Vou te dar uma ajudinha!

o    O que é Slow Sync Flash?

Fotografias Slow Sync Flash são feitas combinando o disparo do flash com uma velocidade baixa de disparo na câmera. Em câmeras compactas esse efeito acontece muitas vezes acidentalmente quando você usa o modo noturno (night mode), por não ser possível controlar a velocidade do obturador ou a potência do flash. Mas em grande parte das DLSR, que possibilitam controle total da câmera e flash, é possível simular facilmente este efeito e produzir fotos sensacionais.




Com o Slow Sync Flash você vai poder fazer fotografias incríveis capturando objetos em situações de pouca luz, vai conseguir dar mais “realismo” em cenas de ação e também dar maior sensação de movimento ao tema da sua foto.

Nas câmeras compactas:


 É aquele costumeiramente indicado pela silhueta de uma pessoa emoldurada por um céu estrelado. Nas câmeras mais modernas, cheias de modos de cena especializados, pode receber também o nome de night portrait (retrato noturno) ou coisa parecida. Sua função, evidentemente, é tirar fotos com flash sem deixar de registrar o fundo escuro. Na prática, o que ele faz é usar o flash para iluminar as pessoas em primeiro plano, mas combiná-lo a uma exposição longa para capturar mais luz ambiente.



Além de tornar mais visíveis objetos e paisagens fora do alcance do flash, este recurso ajuda a preservar as cores naturais do cenário. Só não esqueça que, por conta da exposição longa, a estabilidade da câmera é quase tão importante quanto nas fotos sem flash. Dependendo do caso, vale pedir aos fotografados que não se mexam imediatamente após o disparo do flash, pois o obturador da câmera ainda estará aberto. E se você for do tipo criativo, ainda pode se divertir com o slow sync fazendo movimentos deliberados com a câmera assim que o flash disparar, para capturar todo o tipo de efeito de luz.

o    Preciso de um tripé?

 

Normalmente quando trabalhamos com baixa velocidade de disparo, usamos um tripé. Entretanto, sincronizar o flash na primeira ou segunda cortina e usar a câmera sem tripé pode criar resultados muito interessantes. Principalmente quando o fundo tem várias fontes de luz diferentes.

o    O que é, e qual a diferença entre Segunda e Primeira Cortina (Rear and Front Sync)?

 

Ao sincronizar o flash para a Segunda Cortina (Rear Sync), você fará com que ele dispare somente no final da exposição. Por exemplo, digamos que você tenha escolhido uma exposição de 1 segundo e o flash em Segunda Cortina, quando o obturador abrir, a câmera vai capturar a luz ambiente por 0,59 segundos, disparar o flash, e fechar o obturador. Durante o espaço de tempo entre a abertura do obturador e o disparo do flash, todo o movimento da câmera ou dos modelos vão se transformar em rastros de luz na imagem produzida.
Já a sincronização na Primeira Cortina (Front Sync) funciona ao contrário, o obturador abre, o flash dispara quase que ao mesmo tempo e a câmera continua capturando a luz ambiente até o obturador fechar novamente. Cada situação de luz vai produzir um resultado diferente.


o    Como isso ajuda a fotografar cenas de ação?


Ao disparar o flash em um objeto em movimento (como um carro, por exemplo), toda a imagem se congela, o objeto é capturado, mas toda a sensação de movimento desaparece. Porém, se combinarmos o flash com longas exposições podemos capturar a sensação se movimento e ainda deixar o modelo/assunto nítido. Essa técnica é ideal para capturar cenas de carros, bicicletas e até crianças ou animais brincando. Experimente usando a primeira e segunda cortina, e diferentes tempos de exposição. 







quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Flash como luz de preenchimento

Há três momentos distintos para o uso do flash dedicado, são eles (de forma resumida):

-Usar toda vez que a luz local não for suficiente para a realização da foto;
-Usar sempre que a luz existente for suficiente mas gerar defeitos contornáveis pelo flash;
-Usar sempre que a estética da luz do flash for um efeito desejado.

Vamos imaginar a segunda situação, na qual há luz suficiente para a foto, mas de qualquer forma o flash é desejável, seja para acrescentar um brilho, clarear um pouco um primeiro plano ou corrigir uma sombra indesejável.

Neste caso, o fotógrafo primeiro obtém a fotometria, independente do flash. Ele buscará algo de tonalidade média que esteja sob a mesma luz do que irá fotografar, ou decidirá que alguma parte da cena será média – como visto no quinto artigo desta série – e assim terá sua fotometria base para fazer a foto, depois ele irá medir a amplitude tonal para verificar se a mesma é compatível com a latitude de exposição de sua câmera.

Com os dados em mãos o fotógrafo já poderá fazer uma fotografia sem flash, para verificar se todas as suas decisões estão corretas. Essa verificação será feita observando o histograma – veja o quarto artigo desta série, sobre histograma – . Se encontrar erros, irá rever suas decisões, corrigir e fazer nova foto. Estando tudo certo, é hora de pensar no flash.

Que fique claro que se há luz suficiente, primeiro o fotógrafo deve analisar e medir a mesma para depois adicionar o flash pois como foi dito anteriormente, se temos luz abundante para trabalhar, o flash não será luz principal e sim luz de preenchimento, ou simplesmente para dar um efeito como um pequeno brilho nos olhos da pessoa fotografada.

Tendo cumprido corretamente com a fotometria, a foto tomada sem flash deverá estar perfeita em termos de exposição. Basta agora ligar o flash e deixar que o TTL cuide de sua potência. Se assim for é fácil imaginar que a adição da luz do flash possa causar uma leve sobre exposição da imagem, afinal foi colocada mais uma luz onde já havia quantidade suficiente de luz.

Nessas horas entra em ação a compensação de exposição do flash que é o controle da “força” do disparo, o controle da potência do flash dentro do sistema TTL. Ao compensar o flash para + (mais), ele dispara mais forte, ao compensar para – (menos) ele dispara mais fraco. E pelo que foi descrito acima, quase sempre, quando temos luz suficiente no ambiente, a compensação do flash será para menos, reduzindo sua força.

Com esse procedimento, economizamos bastante energia, fazendo com que um jogo de pilhas/baterias dure muitas horas de trabalho pois cada disparo é feito com pouca força, sempre como preenchimento, além disso disparos de rápidas sequências de fotos com flash são possíveis pois o flash nunca fica sem carga.

Dica especial: Gosto de, após chegar na fotometria ideal da cena, fechar entre 1/3 e 2/3 de ponto sobre o resultado encontrado, reduzindo levemente a luz do ambiente (uma ligeira subexposição do ambiente), assim a adição do flash – geralmente compensado para -1 até -2 conforme a situação – não irá resultar em sobre exposição e faz com que a luz do flash destaque um pouco mais o que estiver em primeiro plano na fotografia.
lguns alunos meus que atuam no mercado de casamentos e outros eventos sociais já testaram essa técnica e gostaram bastante do resultado, se você testar me diga o que achou.

           Foto: Armando Vernaglia Jr
A foto que ilustra este artigo, de um saboroso drink feito com café, foi feita utilizando essa técnica. Primeiramente avaliei a luz ambiente e obtive uma fotometria para ela. O resultado obtido foi de 1/80s, f2 e ISO 200.

Optei por expor a foto com 1/125s, mantendo o f2 (pela curta profundidade de campo que eu desejava) e ISO 200, com isso a luz do ambiente ficou um pouco mais escura (2/3 de ponto), criando um clima mais aconchegante para o local e também permitindo que ao adicionar o flash, que foi disparado à esquerda do drink (flash fora da câmera), o fato do primeiro plano ficar um pouco mais claro daria todo o destaque para o drink. Você pode utilizar essa mesma idéia em outras situações, como retratos nos quais você usa essa metodologia para destacar a pessoa sobre o cenário que estiver atrás dela.

Nessa técnica fica difícil dizer qual é a luz principal e qual é a de preenchimento, pois ao reduzir o ambiente você dá mais peso e importância à iluminação que fizer com o flash, por outro lado, a luz do ambiente ainda está lá, visível, presente e criando o clima necessário. Seja como for, a divisão entre luz principal/luz secundária é mais para fins didáticos, para deixar claras as decisões do fotógrafo e espero que todos vocês que estão lendo meus artigos tenham essa consciência enquanto fotografam.

Esta é a forma de trabalhar o flash como luz de preenchimento, obter a fotometria, expor para a luz do ambiente e deixar o flash apenas como complemento.